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Edição de outubro de 2004

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Nesta edição de outubro da revista online (newsletter) do Fisiculturismo.com.br, trazemos as seguintes informações para você:

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Campeonatos de Fisiculturismo
>> XXXV Campeonato Brasileiro de Musculação & Fitness
>> Mister Olympia 2004

Artigos científicos:
>> Exercícios Resistidos e Hipertensão Arterial, por Leonardo Peracini Michel

Suplementos alimentares:
>> Body CGT da Bodybuilders

Livros:
>> Musculação Além do Anabolismo: Drogas, Treinamento, Nutrição e muito mais.

Anabolizantes esteróides:
>> Drogas Anabolizantes: a situação atual

Discussão no fórum:
>> ANÁLISE DE SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS PELO INMETRO!!!ENTREM!!!

Curiosidades:
>> Sedução Magnética - Aprenda a Conquistar as Mulheres

Vida online:
>> Papéis de parede (seu computador anabolizado!)

Editorial:
>> Contato, informações, dúvidas, críticas, etc.

Divulgação:
>> Encaminhe essa revista para sua lista de emails
>> Banners para sua Home Page

Edições anteriores:
>> Leia as revistas dos meses passados


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XXXV Campeonato Brasileiro de Musculação & Fitness

Foi realizado em Goiânia o XXXV Campeonato Brasileiro de Musculação & Fitness, no Centro de Convenções, no dia 02 de outubro de 2004. O nível dos atletas estava sensacional, não deixando nada a dever aos grandes fisiculturistas internacionais.

O resultado final ainda não foi divulgado pelo site da Confederação Brasileira de Culturismo e Musculação, por isso, deixamos de informá-lo nesse momento.

A seguir, algumas fotos do evento que balançou Goiânia:

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XXXV CAMPEONATO BRASILEIRO DE MUSCULAÇÃO E FITNESS

XXXV CAMPEONATO BRASILEIRO DE MUSCULAÇÃO E FITNESS

XXXV CAMPEONATO BRASILEIRO DE MUSCULAÇÃO E FITNESS

XXXV CAMPEONATO BRASILEIRO DE MUSCULAÇÃO E FITNESS

XXXV CAMPEONATO BRASILEIRO DE MUSCULAÇÃO E FITNESS

 

 


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Mister Olympia 2004

Dia 28 de outubro de 2004 começa um dos eventos mais aguardados do mundo do fisiculturismo, o famoso Olympia Weekend! Será realizado em Las Vegas, Nevada, nos Estados Unidos. Os competidores desse evento são os atletas de maior sucesso no esporte que cultiva corpos volumosos, definidos e simétricos. Quem dispuser de uma boa grana para passagem aérea e hotel não irá se assustar com o preço dos tíckets, a partir de aproximadamente R$ 200,00 para as finais.

A seguir, algumas fotos dos competidores:

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Olympia 2004

Olympia 2004

Olympia 2004

Olympia 2004


 

F O N T E S:

Para saber mais sobre o Olympia Weekend 2004, visite o link http://www.2004olympia.com/

FOTOS: Site oficial



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Exercícios Resistidos e Hipertensão Arterial, por Leonardo Peracini Michel

EXERCICIOS RESISTIDOS E HIPERTENSÃO ARTERIAL

Hipertensão arterial (HA) ou pressão alta é chamada de "assassina silenciosa" pois geralmente não causa qualquer tipo de sintoma durante muitos anos até que um órgão vital seja afetado.

Há consenso de que o número absoluto e a proporção de indivíduos idosos na população tende a crescer significativamente nas próximas décadas. Existe, além disso, considerável preocupação quanto às condições de saúde e à qualidade de vida que esses indivíduos gozarão nos seus últimos anos de vida.

É possível que haja um aumento desproporcional no número de indivíduos portadores de doenças crônico-degenerativas, especialmente hipertensão arterial, com a elevação da idade média populacional (BOOTH FW, GORDON SE, CARLSON CJ, HAMILTON MT).

Entre 1981 a 1990, as doenças cardiovasculares foram a maior causa de mortalidade no Brasil, ultrapassando as decorrentes de fatores externos (acidentes e outros), neoplasias (câncer), e de moléstias respiratórias. Em 1988, estimava-se que 15% dos indivíduos com mais de 20 anos e 35% com idade superior a 50 anos apresentavam pressões arteriais elevadas, o que corresponderia a pelo menos 10 milhões de portadores de hipertensão arterial.

Esse número tende a aumentar com o passar do tempo e com a elevação da média de vida da população brasileira. A hipertensão, definida como pressão sistólica maior ou igual a 140 mmhg e diastólica maior ou igual a 90 mmhg, é uma condição mórbida presente em grande parte da população, relacionada à cerca de 40% dos óbitos no país.

No Brasil estima-se que entre vinte a trinta milhões de pessoas sejam hipertensas entre crianças e adultos FARINATTI, 2002. Na prática, o exercício físico contribui para a prevenção e o tratamento da hipertensão arterial (HAGBERG JM, PARK JJ, BROWN MD) e pode representar um instrumento extremamente útil para a avaliação prognóstica do desenvolvimento de tal enfermidade MATTHEWS CE, PATE RR, JACKSON KL, WARD DS, MACERA CA, KOHL HW, BLAIR SN, MIYAI N, ARITA M, MORIOKA I, MIYASHITA K, NISHIO I, TAKEDA S.

Para isso contribuíram bastante os dados obtidos na MCMASTER por MACDOUGALL e colaboradores, que desmistificaram essas questões ao medir cifras tensionais intra-arteriais máximas de 350/240 mmHg durante exercícios de fortalecimento muscular em jovens aparentemente saudáveis.

A pressão arterial constantemente elevada favorece a aterosclerose, e produz o enfraquecimento do coração, podendo se instalar a insuficiência cardíaca, elevada em repouso é uma doença cuja causa na maioria das vezes é desconhecida, provavelmente com um importante componente genético SANTARÉM, 2000.

A resposta básica ao treinamento de força se refere ao que acontece durante uma série de um exercício. Os estudos sobre a resposta básica têm-se concentrado sobre as respostas da pressão sangüínea, freqüência cardíaca, volume sistólico, débito cardíaco e pressão intratorácica durante as fases concêntrica e excêntrica de um exercício (FLECK & KRAEMER, 1997).

A freqüência cardíaca e a pressão sangüínea aumentam substancialmente durante o treinamento dinâmico de força (FLECK, 1992; STONE et al., 1991; citado por FLECK & KRAEMER, 1997). Isto acontece com exercícios com equipamento, com pesos livres e isocinéticos (FLECK & DEAN, 1987; SALE et al., 1994; SALE et al.,1993; SCHARF et al., 1994; citado por FLECK & KRAEMER, 1997).

As respostas de pico de pressão sangüínea e de freqüência cardíaca normalmente ocorrem durante as últimas repetições de uma série até a falha concêntrica voluntária (FLECK, 1992; MacDOUGALL et al., 1985; SALE et al., 1994; citado por FLECK & KRAEMER, 1997) e são mais altas durante as séries com cargas submáximas até a falha voluntária do que durante séries usando cargas de 1RM (SALE et al., 1993; citado por FLECK & KRAEMER, 1997).

No treinamento dinâmico de força, ocorreram pressões sangüíneas mais altas, mas não freqüências cardíacas mais altas, durante a fase concêntrica do que durante a fase excêntrica de uma repetição (FALKEL, FLECK & MURRAY, 1992; MacDOUGALL et al., 1985; MILES et al., 1987; citado por FLECK & KRAEMER, 1997).

Os exercícios com pesos somente produzem aumento de pressão arterial muito superior à outras formas de exercícios quando se utilizam altas sobrecargas tencionais, principalmente quando ocorrem contrações isométricas em apnéia.

Pessoas hipertensas treinando com pesos devem evitar essas situações porque a elevação aguda e intensa da pressão arterial sistólica pode levar à acidentes hemorrágicos pela ruptura da parede de artérias enfraquecidas pela deposição de ateromas SANTARÉM 2000.

Elevações relativamente pequenas na PA têm sido reportadas durante o treinamento de força em circuito (8 a 16 repetições com 30% a 60 % de 1RM) em pacientes cardíacos seletos e de alto risco. HARRIS & HOLLY examinaram adaptações ao treinamento de força em circuito em indivíduos hipertensos da linha limítrofe (140/90 a 160/95 mmHg) e descobriram que as pressões sistólicas e diastólicas durante o exercício não excederam 190 e 106 mmHg respectivamente.

HASLAM e colaboradores reportaram respostas aceitáveis de Pa com levantamento de pesos em pacientes após IM com pressões intra-arterial e ECG monitorando indivíduos que desempenham exercícios de membros superiores e inferiores com cargas a 20,40,60 e 80% de 1RM.

Embora as pressões arteriais e a PE tenham aumentado com a carga relativa, os valores foram clinicamente aceitos, principalmente as cargas relativa de 60% de 1RM que foram comparadas a valores observados durante o teste ergométrico cíclico limitado de sintoma máximo.

Apenas o exercícios de leg press uni e bilateral a 80% de 1RM foi observado maior PE que o observado no exercício ergométrico máximo. Entretanto, não ocorreram mudanças isquêmicas no ECG, nem sintomas de anginas ou disritmias ventriculares marcantes durante o levantamento de peso, e a função ventricular esquerda não foi comprometida a qualquer carga de trabalho.

GHILARDUCCI e colaboradores observaram respostas aceitáveis em pacientes em reabilitação cardíaca treinados aerobiamente que desempenharam treinamento de força em alta intensidade (80% de 1RM).

Segundo FLECK & DEAN, 1987; citado por FLECK & KRAEMER, 1997 vários estudos têm demonstrado claramente que o treinamento de força pode reduzir o estresse cardiovascular durante o treinamento de força. Os fatores que afetam a pressão sangüínea aguda ou crônica, o volume sistólico e a resposta do débito cardíaco durante a atividade são similares.

As diminuições na pressão sangüínea durante atividade resultam em uma pós-carga diminuída no ventrículo esquerdo, o que por sua vez resulta em débito cardíaco aumentado e consumo de oxigênio miocárdico diminuído. Como já relatado, as respostas promovidas pelo o treinamento com peso quando bem monitoradas são aceitáveis clinicamente.

E considerando indivíduos hipertensos, primeiramente deve-se desenvolver um trabalho voltado para a resistência muscular objetivando um fortalecimento muscular preparatório e adaptativo a sobrecargas mais elevadas, ou seja, um trabalho crescente que permita a adaptação cardiovascular a níveis fisiológicos e morfológicos incluindo neste contexto um melhoramento da circulação sanguínea.




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Body CGT da Bodybuilders

 

Body CGT (200g) - Bodybuilders
 

Benefícios:
Retarda a fadiga muscular.
Evita o catabolismo muscular.
Otimiza a performance.
Aumenta a massa muscular.
Aumenta a resistência.

Informações sobre o produto:
Body CGT Bodybuilders é um composto ideal para atletas que desejam otimizar a força, performance e volume muscular. A suplementação com esse produto promove rápida recuperação celular e energética proporcionando melhoras no sistema imunológico do atleta.

As combinações destes três componentes estão diretamente ligadas com o metabolismo da glicose, sendo que a taurina promove efeito ergogênico elevando a glicólise aumentando a síntese de ATP, e promovendo elevação do glicogênio hepático. A glutamina exerce uma ação relevante sobre a regulação do metabolismo de carboidratos e sintese protéica. A creatina está relacionada com os estoques de substrato energético dos mais importantes para fornecimento de energia, para contração muscular de curta duração a alta intensidade, a fosfocreatina, produto imediato da creatina na mitocôndria para esse recurso.

Os produtos da Bodybuilders são fabricados com matérias primas importadas, sendo produzidos dentro de um rígido controle de qualidade para que você possa obter o máximo em resultados.



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Musculação Além do Anabolismo: Drogas, Treinamento, Nutrição e muito mais.

 

Musculação Além do Anabolismo :  Drogas, Treinamento, Nutrição e muito mais. - Waldemar Marques Guimarães Neto

Título: Musculação Além do Anabolismo: Drogas, Treinamento, Nutrição e muito mais.
Autor: WALDEMAR M. GUIMARAES NETO
Sinopse: Falar sem restrições sobre o mundo dos anabolizantes na musculação e no fisiculturismo é a maior preocupação do autor neste livro. Sem rodeios, Waldemar Guimarães apresenta os perigos da falta de informação sobre o uso de determinadas substâncias na composição de um físico perfeito e competitivo. As alterações hormonais, o processo metabólico de absorção de anabolizantes, as definições dos problemas causados pelo uso dos esteróides, os mecanismos dos exames antidoping e ciclos da droga, são alguns dos tópicos tratados no livro. Advertências também para o excesso de treinos e o estresse emocional, causadores de conseqüências que acabam em lesões, inflamações, insônia, dores musculares, inapetência etc. Atletas e até mesmo amadores vem se utilizando da aplicação de óleos e hormônios com maior nível de progesterona para inflarem seus músculos, quebrando o processo de treino, pois assim, ganham mais massa muscular, num curto período sem se preocuparem com os riscos desses métodos. O autor também traz sugestões de dietas para aumento da massa e definição muscular, propostas de dietas pré-competições, e considerações importantes sobre os demais suplementos alimentares. Para quem deseja saber mais sobre o fisiculturismo competitivo, esta é uma leitura indicada, na qual você saberá aplicar aos seus treinos as medidas necessárias para os resultados que quiser alcançar.


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Drogas Anabolizantes: a situação atual

ATENÇÃO: Toda a informação contida neste site tem propósito exclusivamente educacional. NÃO INCENTIVAMOS, de maneira alguma, a administração de substâncias anabólicas, androgênicas ou qualquer outra droga. Este produto, se usado, deve obediência às leis federais, estaduais ou locais. Compete ao usuário obedecer a todos os comandos legais. Dessa forma, não assumimos qualquer responsabilidade pelo mau uso deste produto ou por quaisquer danos que ele possa causar. Verifique a extensa lista de efeitos colaterias indesejados e NUNCA deixe de consultar um médico antes de tomar qualquer tipo de medicamento.


 

Título: Drogas Anabolizantes: a situação atual
Autor: José Maria Santarém
Email: jmsantarem@terra.com.br
Tema: anabolizantes
Adicionado em: 14/03/2001

 

Estamos vivendo hoje, com relação às drogas anabolizantes, uma situação semelhante à que ocorreu com o tabagismo no início do século: a utilização por grande número de pessoas aparentando boa saúde tende a estimular a noção de segurança. O cinema pode nos dar uma idéia de como era difundido o hábito de fumar. Filmes da época quase que invariavelmente mostravam os artistas fumando. Mais de cinquenta anos foram necessários para que as estatísticas da incidência de doenças pudessem ser feitas, e graças à esses dados, hoje está bem estabelecido que o fumo produz diversos males à saúde. Mesmo assim, muitos continuam fumando. Os fumantes doentes estão nos hospitais, em casa, ou já não estão entre nós, enquanto que as pessoas que fumam em público aparentam boa saúde. Geralmente muitos anos de tabagismo são necessários para que ocorram doenças graves, e mesmo assim não ocorrerão em todas as pessoas. E antes de adoecer, as pessoas terão fumado em público durante muitos anos com aparente boa saúde.

No caso das drogas anabolizantes, geralmente esteróides androgênicos derivados da testosterona, as estatísticas ainda são precárias devido a que a sua utilização por parcelas consideráveis da população é relativamente recente. Os estudos experimentais, nos quais drogas são administradas pelos pesquisadores e seus efeitos analizados, sempre com conclusões mais confiáveis, são dificultados no caso de anabolizantes hormonais em pessoas saudáveis por razões éticas. Alguns trabalhos experimentais são encontrados na literatura, envolvendo a utilização de esteróides anabolizantes para o tratamento de doenças como anemias, alguns tipos de câncer e reposição hormonal. Também existem trabalhos experimentais estudando os efeitos de derivados da testosterona com o objetivo de contracepção masculina. O tipo de trabalho científico mais frequentemente encontrado sobre o tema são os relatos de casos clínicos, onde o uso de anabolizantes esteróides é associado à ocorrência de doenças mais ou menos graves. Esses trabalhos não permitem concluir que a relação entre as drogas e as doenças sejam do tipo "causa e efeito" mas no mínimo, existe uma ação desencadeante de alterações patológicas em pessoas predispostas. Estudos observacionais, transversais e longitudinais, em grupos de usuários de drogas anabolizantes têm contribuido para a identificação das intercorrências patológicas mais frequentes.

Em recente pesquisa, um questionário foi distribuido para 1.667 pessoas em academias do Reino Unido, e publicado no International Journal of Sports Medicine, 18:557-62, 1992. Entre os homens interrogados 9,1 % usavam drogas anabolizantes contra 2,3% entre as mulheres. Drogas injetáveis e orais foram utilizadas, em doses até 34 vezes as doses terapêuticas. Entre os usuários, apenas 28% eram atletas de competição. O sistema de ciclos interrompidos foi utilizado por 88% dos usuários, e 77% relataram ter percebido efeitos colaterais: atrofia do testículo em 56% dos casos, ginecomastia em 52%, dificuldade para dormir em 37%, hipertensão arterial em 36%, lesões tendinosas em 26%, sangramento nasal em 22% e resfriados frequêntes em 16%. Entre as mulheres foram relatados casos de irregularidades menstruais, hipertrofia do clítoris, diminuição das mamas, engrossamento da voz, acne, queda de cabelo e hirsutismo. Por ocasião da interrupção dos ciclos foram frequentes os relatos de tonturas, fraqueza, perda da libido e dores articulares.

Considerando a totalidade dos trabalhos publicados até o presente, podemos concluir que o uso abusivo de esteróides anabolizantes apresenta alta incidência de efeitos indesejáveis a curto prazo, embora nem sempre graves. A longo prazo, doenças graves poderão ser desencadeadas dependendo das drogas empregadas, do tempo de utilização, das doses e da predisposição individual.

As drogas de uso oral estão mais associadas com os tumores do fígado, com a icterícia obstrutiva, com a formação de cistos hepáticos hemorrágicos, com o desencadeamento da diabetes e com as doenças cardíacas coronarianas. Os mecanismos de doença são o maior metabolismo hepático das drogas, aumento da resistência celular à insulina e depressão do HDL-colesterol. As drogas injetáveis produzem mais ginecomastia e maior tendência para a trombose, cerebral e periférica, devido à maior formação metabólica de hormônios femininos estrogênicos. O uso de antiestrogênicos em associação com as drogas injetáveis, prática comum entre atletas, não é aconselhável por diminuir o efeito anabolizante e produzir os mesmos efeitos tóxicos dos esteróides orais. O fechamento prematuro das linhas de crescimento nas epífises ósseas dos adolescentes, a hipertensão arterial e o câncer da próstata têm sido relatados em associação tanto com os esteróides orais quanto com os injetáveis. Todos os esteróides anabolizantes parecem ser igualmente úteis para estimular a massa muscular, a força e a redução de gordura, embora com dosagens diferentes.

Durante o uso dos esteróides anabolizantes, geralmente em períodos de seis à oito semanas, ocorre acentuada diminuição da fertilidade, aumento da libido e diminuição da testosterona endógena. Admite-se que a depressão e a letargia frequentemente relatadas ao interromper a droga possam estar relacionadas com baixos níveis de testosterona endógena. A impotência sexual parece ser mais consequência de fenômenos depressivos, às vezes intensos, e que podem levar ao suicídio. Muitos usuários ficam dependentes dos esteróides por conta do mal-estar produzido pela supressão da droga. Frequentemente é necessária a intervenção psiquiátrica. O retorno aos níveis normais de produções hormonal costuma ocorrer em cerca de três meses após o fim do ciclo, mas existem relatos de hipogonadismo permanente consequente à muitos anos de utilização contínua de esteróides anabolizantes. A fertilidade normal pode tardar de seis meses à um ano, justificando a proposta de utilização dos esteróides androgênicos como anticoncepcionais masculinos. A utilização de gonadotrofina coriônica ao final de cada ciclo, também prática comum entre atletas para estimular os testículos parecer ser normalmente desnecessária e aumenta a incidência de ginecomastia. Quando constatado o hipogonadismo, o tratamento com gonadotrofina necessita ser bastante prolongado.

As mortes que têm sido associadas aos esteróides anabolizantes parecem ser decorrentes do uso contínuo prolongado ou de doses abusivas. As causas dos óbitos foram infartos cardíacos, trombose cerebral, hemorragia hepática, sangramento de varizes do esôfago, miocardiopatia, metástases de tumores da próstata e do fígado, infecções por depressão da imunidade ou contaminação por medicamentos falsificados (AIDS e hepatite).

Drogas alternativas como o GH (hormônio do crescimento) também não são seguras. A incidência do câncer de próstata aumenta de 3 a 4 vezes e ocorre com frequência o hipotireoidismo, com depressão do metabolismo e tendência para a obesidade, cardiopatia, impotência sexual, ginecomastia, sindrome do túnel do carpo, entre outros problemas. Além disto, o custo mensal de utilização de GH pode chegar aos US$ 4.000,00.

Uma importante questão é saber se existe maneira segura para a utilização de esteróides androgênicos. Admite-se que doses menores e utilização interrompida tenham menor probabilidade de produzir efeitos indesejáveis, mas a quantificação dos riscos individuais ainda não é possivel. Duas situações são indesejáveis no presente momento: exagerar o risco dos anabolizantes hormonais e ignorar a possibilidade de ocorrência de doenças graves.

Com relação aos riscos, pode-se imaginar que na melhor das hipóteses será possivel chegar à esquemas de administração com segurança semelhante à dos anticoncepcionais femininos. A utilização de esteróides estrogênicos por mulheres de todo o mundo com finalidade de contracepção tem efeitos colaterais muito semelhantes aos dos anabolizantes hormonais, mas ocupam muito menos espaço na mídia. A nossa sociedade parece considerar a contracepção uma razão justificável para que as mulheres corram riscos para a saúde, mesmo com as estatísticas demonstrando a ocorrência de doenças graves. Por outro lado, atletas e treinadores despreparados costumam desconsiderar os riscos dos esteróides, baseados na aparente boa saúde de alguns campeões. Essa atitude é indefensável e coloca muitos jovens em situação crítica para a saúde.

No caso da musculação, a noção de que aumentos significativos de massa muscular são impossiveis sem o uso de drogas contribui para agravar a situação. O que ocorre é que todas as pessoas apresentam progressos com treinamento bem orientado e alimentação adequada, mas alguns têm potencial para massa muscular muito maior do que outros. Apesar de que as drogas anabolizantes podem sem dúvida favorecer o crescimento dos músculos, elas não são formadoras de campeões. Olhar para um campeão de musculação e atribuir todo o seu sucesso à drogas é uma injustiça. Na realidade trata-se do resultado de treinamento dedicado e alimentação cuidadosa atuando em base genética favorável. Os efeitos das drogas são aditivos à esses fatores básicos. Nas academias é comum encontrarmos pessoas sem volume e qualidade musculares apesar do uso de anabolizantes hormonais e por outro lado, pessoas muito grandes e fortes que jamais utilizaram drogas. Estes são poucos, como também são poucos os grandes campeões, porque o potencial genético para grande massa muscular é raro.

A situação atual pode ser resumida da seguinte maneira: quem está utilizando drogas está correndo riscos de saúde ainda não bem conhecidos. Esquemas racionais de utilização são mais seguros mas não totalmente isentos de riscos. Assim sendo, a decisão deverá ser sempre uma decisão pessoal. A pessoa deve ponderar os riscos e benefícios e decidir racionalmente. Aos profissionais compete informar e não influenciar na decisão.


 


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ANÁLISE DE SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS PELO INMETRO!!!ENTREM!!!


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Valew.

_________________
"JIUJITSU É IGUAL A ROLTA RUSSA, TENTE A SORTE QUE O AZAR É CERTO!"





 

Suplementos usados por Dexter_Jackson
   
   
   

 


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Meu começo foi como todo mundo. Através de festas e amigos fui conhecendo garotas. Porém logo fui sentindo o gosto amargo de gostar de alguém e não ser correspondido. Tudo que falava parecia bobo e ineficaz.

Resolvi então imitar amigos que tinham sucesso com as mulheres. Não deu certo. Assistindo programas de TV e filmes, procurava tirar proveito de cada cena para melhorar minha personalidade e encantar as mulheres. Mas tudo que fazia parecia dar errado. Foi quando virei um freqüentador assíduo da noite.


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Aqui termina a edição de outubro de 2004 da Revista online (newsletter) do site Fisiculturismo.com.br. Agradecemos o interesse e desejamos muito sucesso a todos os nossos leitores. Esperamos ter contribuído para seu desenvolvimento na prática da musculação e fisiculturismo.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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