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Campeonatos de Fisiculturismo
>> XXXV Campeonato Brasileiro de Musculação & Fitness
>> Mister Olympia 2004
Artigos científicos:
>> Exercícios Resistidos e Hipertensão Arterial, por Leonardo Peracini Michel
Suplementos alimentares:
>> Body CGT da Bodybuilders
Livros:
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Musculação Além do Anabolismo: Drogas, Treinamento, Nutrição e muito mais.
Anabolizantes esteróides:
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Drogas Anabolizantes: a situação atual
Discussão no fórum:
>> ANÁLISE DE SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS PELO INMETRO!!!ENTREM!!!
Curiosidades:
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Sedução Magnética - Aprenda a Conquistar as Mulheres
Vida online:
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Editorial:
>> Contato, informações, dúvidas, críticas, etc.
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| XXXV Campeonato Brasileiro de Musculação & Fitness |
Foi realizado em Goiânia o XXXV Campeonato Brasileiro de Musculação & Fitness, no Centro de Convenções, no dia 02 de outubro de 2004. O nível dos atletas estava sensacional, não deixando nada a dever aos grandes fisiculturistas internacionais.
O resultado final ainda não foi divulgado pelo site da Confederação Brasileira de Culturismo e Musculação, por isso, deixamos de informá-lo nesse momento.
A seguir, algumas fotos do evento que balançou Goiânia:
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# Voltar ao Índice #
| Mister Olympia 2004 |
Dia 28 de outubro de 2004 começa um dos eventos mais aguardados do mundo do fisiculturismo, o famoso Olympia Weekend! Será realizado em Las Vegas, Nevada, nos Estados Unidos. Os competidores desse evento são os atletas de maior sucesso no esporte que cultiva corpos volumosos, definidos e simétricos. Quem dispuser de uma boa grana para passagem aérea e hotel não irá se assustar com o preço dos tíckets, a partir de aproximadamente R$ 200,00 para as finais.
A seguir, algumas fotos dos competidores:
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F O N T E S:
Para saber mais sobre o Olympia Weekend 2004, visite o link http://www.2004olympia.com/
FOTOS:
Site oficial
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| Exercícios Resistidos e Hipertensão Arterial, por Leonardo Peracini Michel |
EXERCICIOS RESISTIDOS E HIPERTENSÃO ARTERIAL
Hipertensão arterial (HA) ou pressão alta é chamada de "assassina silenciosa"
pois geralmente não causa qualquer tipo de sintoma durante muitos anos até que
um órgão vital seja afetado.
Há consenso de que o número absoluto e a proporção de indivíduos idosos na
população tende a crescer significativamente nas próximas décadas. Existe, além
disso, considerável preocupação quanto às condições de saúde e à qualidade de
vida que esses indivíduos gozarão nos seus últimos anos de vida.
É possível que haja um aumento desproporcional no número de indivíduos
portadores de doenças crônico-degenerativas, especialmente hipertensão arterial,
com a elevação da idade média populacional (BOOTH FW, GORDON SE, CARLSON CJ,
HAMILTON MT).
Entre 1981 a 1990, as doenças cardiovasculares foram a maior causa de
mortalidade no Brasil, ultrapassando as decorrentes de fatores externos
(acidentes e outros), neoplasias (câncer), e de moléstias respiratórias. Em
1988, estimava-se que 15% dos indivíduos com mais de 20 anos e 35% com idade
superior a 50 anos apresentavam pressões arteriais elevadas, o que
corresponderia a pelo menos 10 milhões de portadores de hipertensão arterial.
Esse número tende a aumentar com o passar do tempo e com a elevação da média de
vida da população brasileira. A hipertensão, definida como pressão sistólica
maior ou igual a 140 mmhg e diastólica maior ou igual a 90 mmhg, é uma condição
mórbida presente em grande parte da população, relacionada à cerca de 40% dos
óbitos no país.
No Brasil estima-se que entre vinte a trinta milhões de pessoas sejam
hipertensas entre crianças e adultos FARINATTI, 2002. Na prática, o exercício
físico contribui para a prevenção e o tratamento da hipertensão arterial (HAGBERG
JM, PARK JJ, BROWN MD) e pode representar um instrumento extremamente útil para
a avaliação prognóstica do desenvolvimento de tal enfermidade MATTHEWS CE, PATE
RR, JACKSON KL, WARD DS, MACERA CA, KOHL HW, BLAIR SN, MIYAI N, ARITA M, MORIOKA
I, MIYASHITA K, NISHIO I, TAKEDA S.
Para isso contribuíram bastante os dados obtidos na MCMASTER por MACDOUGALL e
colaboradores, que desmistificaram essas questões ao medir cifras tensionais
intra-arteriais máximas de 350/240 mmHg durante exercícios de fortalecimento
muscular em jovens aparentemente saudáveis.
A pressão arterial constantemente elevada favorece a aterosclerose, e produz o
enfraquecimento do coração, podendo se instalar a insuficiência cardíaca,
elevada em repouso é uma doença cuja causa na maioria das vezes é desconhecida,
provavelmente com um importante componente genético SANTARÉM, 2000.
A resposta básica ao treinamento de força se refere ao que acontece durante uma
série de um exercício. Os estudos sobre a resposta básica têm-se concentrado
sobre as respostas da pressão sangüínea, freqüência cardíaca, volume sistólico,
débito cardíaco e pressão intratorácica durante as fases concêntrica e
excêntrica de um exercício (FLECK & KRAEMER, 1997).
A freqüência cardíaca e a pressão sangüínea aumentam substancialmente durante o
treinamento dinâmico de força (FLECK, 1992; STONE et al., 1991; citado por FLECK
& KRAEMER, 1997). Isto acontece com exercícios com equipamento, com pesos livres
e isocinéticos (FLECK & DEAN, 1987; SALE et al., 1994; SALE et al.,1993; SCHARF
et al., 1994; citado por FLECK & KRAEMER, 1997).
As respostas de pico de pressão sangüínea e de freqüência cardíaca normalmente
ocorrem durante as últimas repetições de uma série até a falha concêntrica
voluntária (FLECK, 1992; MacDOUGALL et al., 1985; SALE et al., 1994; citado por
FLECK & KRAEMER, 1997) e são mais altas durante as séries com cargas submáximas
até a falha voluntária do que durante séries usando cargas de 1RM (SALE et al.,
1993; citado por FLECK & KRAEMER, 1997).
No treinamento dinâmico de força, ocorreram pressões sangüíneas mais altas, mas
não freqüências cardíacas mais altas, durante a fase concêntrica do que durante
a fase excêntrica de uma repetição (FALKEL, FLECK & MURRAY, 1992; MacDOUGALL et
al., 1985; MILES et al., 1987; citado por FLECK & KRAEMER, 1997).
Os exercícios com pesos somente produzem aumento de pressão arterial muito
superior à outras formas de exercícios quando se utilizam altas sobrecargas
tencionais, principalmente quando ocorrem contrações isométricas em apnéia.
Pessoas hipertensas treinando com pesos devem evitar essas situações porque a
elevação aguda e intensa da pressão arterial sistólica pode levar à acidentes
hemorrágicos pela ruptura da parede de artérias enfraquecidas pela deposição de
ateromas SANTARÉM 2000.
Elevações relativamente pequenas na PA têm sido reportadas durante o treinamento
de força em circuito (8 a 16 repetições com 30% a 60 % de 1RM) em pacientes
cardíacos seletos e de alto risco. HARRIS & HOLLY examinaram adaptações ao
treinamento de força em circuito em indivíduos hipertensos da linha limítrofe
(140/90 a 160/95 mmHg) e descobriram que as pressões sistólicas e diastólicas
durante o exercício não excederam 190 e 106 mmHg respectivamente.
HASLAM e colaboradores reportaram respostas aceitáveis de Pa com levantamento de
pesos em pacientes após IM com pressões intra-arterial e ECG monitorando
indivíduos que desempenham exercícios de membros superiores e inferiores com
cargas a 20,40,60 e 80% de 1RM.
Embora as pressões arteriais e a PE tenham aumentado com a carga relativa, os
valores foram clinicamente aceitos, principalmente as cargas relativa de 60% de
1RM que foram comparadas a valores observados durante o teste ergométrico
cíclico limitado de sintoma máximo.
Apenas o exercícios de leg press uni e bilateral a 80% de 1RM foi observado
maior PE que o observado no exercício ergométrico máximo. Entretanto, não
ocorreram mudanças isquêmicas no ECG, nem sintomas de anginas ou disritmias
ventriculares marcantes durante o levantamento de peso, e a função ventricular
esquerda não foi comprometida a qualquer carga de trabalho.
GHILARDUCCI e colaboradores observaram respostas aceitáveis em pacientes em
reabilitação cardíaca treinados aerobiamente que desempenharam treinamento de
força em alta intensidade (80% de 1RM).
Segundo FLECK & DEAN, 1987; citado por FLECK & KRAEMER, 1997 vários estudos têm
demonstrado claramente que o treinamento de força pode reduzir o estresse
cardiovascular durante o treinamento de força. Os fatores que afetam a pressão
sangüínea aguda ou crônica, o volume sistólico e a resposta do débito cardíaco
durante a atividade são similares.
As diminuições na pressão sangüínea durante atividade resultam em uma pós-carga
diminuída no ventrículo esquerdo, o que por sua vez resulta em débito cardíaco
aumentado e consumo de oxigênio miocárdico diminuído. Como já relatado, as
respostas promovidas pelo o treinamento com peso quando bem monitoradas são
aceitáveis clinicamente.
E considerando indivíduos hipertensos, primeiramente deve-se desenvolver um
trabalho voltado para a resistência muscular objetivando um fortalecimento
muscular preparatório e adaptativo a sobrecargas mais elevadas, ou seja, um
trabalho crescente que permita a adaptação cardiovascular a níveis fisiológicos
e morfológicos incluindo neste contexto um melhoramento da circulação sanguínea.
Para ler o artigo completo,
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| Body CGT da Bodybuilders |
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| Musculação Além do Anabolismo: Drogas, Treinamento, Nutrição e muito mais. |
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Título: Musculação Além do Anabolismo: Drogas,
Treinamento, Nutrição e muito mais. Autor: WALDEMAR M. GUIMARAES NETO Sinopse: Falar sem restrições sobre o mundo dos anabolizantes na musculação e no fisiculturismo é a maior preocupação do autor neste livro. Sem rodeios, Waldemar Guimarães apresenta os perigos da falta de informação sobre o uso de determinadas substâncias na composição de um físico perfeito e competitivo. As alterações hormonais, o processo metabólico de absorção de anabolizantes, as definições dos problemas causados pelo uso dos esteróides, os mecanismos dos exames antidoping e ciclos da droga, são alguns dos tópicos tratados no livro. Advertências também para o excesso de treinos e o estresse emocional, causadores de conseqüências que acabam em lesões, inflamações, insônia, dores musculares, inapetência etc. Atletas e até mesmo amadores vem se utilizando da aplicação de óleos e hormônios com maior nível de progesterona para inflarem seus músculos, quebrando o processo de treino, pois assim, ganham mais massa muscular, num curto período sem se preocuparem com os riscos desses métodos. O autor também traz sugestões de dietas para aumento da massa e definição muscular, propostas de dietas pré-competições, e considerações importantes sobre os demais suplementos alimentares. Para quem deseja saber mais sobre o fisiculturismo competitivo, esta é uma leitura indicada, na qual você saberá aplicar aos seus treinos as medidas necessárias para os resultados que quiser alcançar.
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| Drogas Anabolizantes: a situação atual |
ATENÇÃO: Toda a informação
contida neste site tem propósito exclusivamente educacional. NÃO
INCENTIVAMOS, de maneira alguma, a administração de substâncias anabólicas,
androgênicas ou qualquer outra droga. Este produto, se usado, deve obediência às
leis federais, estaduais ou locais. Compete ao usuário obedecer a todos os
comandos legais. Dessa forma, não assumimos qualquer responsabilidade
pelo mau uso deste produto ou por quaisquer danos que ele possa causar.
Verifique a extensa lista de efeitos colaterias indesejados e NUNCA deixe
de consultar um médico antes de tomar qualquer tipo de medicamento.
Título: Drogas Anabolizantes: a situação atual
Autor: José Maria Santarém
Email:
jmsantarem@terra.com.br
Tema: anabolizantes
Adicionado em: 14/03/2001
Estamos vivendo hoje, com relação às drogas anabolizantes, uma situação semelhante à que ocorreu com o tabagismo no início do século: a utilização por grande número de pessoas aparentando boa saúde tende a estimular a noção de segurança. O cinema pode nos dar uma idéia de como era difundido o hábito de fumar. Filmes da época quase que invariavelmente mostravam os artistas fumando. Mais de cinquenta anos foram necessários para que as estatísticas da incidência de doenças pudessem ser feitas, e graças à esses dados, hoje está bem estabelecido que o fumo produz diversos males à saúde. Mesmo assim, muitos continuam fumando. Os fumantes doentes estão nos hospitais, em casa, ou já não estão entre nós, enquanto que as pessoas que fumam em público aparentam boa saúde. Geralmente muitos anos de tabagismo são necessários para que ocorram doenças graves, e mesmo assim não ocorrerão em todas as pessoas. E antes de adoecer, as pessoas terão fumado em público durante muitos anos com aparente boa saúde.
No caso das drogas anabolizantes, geralmente esteróides androgênicos derivados da testosterona, as estatísticas ainda são precárias devido a que a sua utilização por parcelas consideráveis da população é relativamente recente. Os estudos experimentais, nos quais drogas são administradas pelos pesquisadores e seus efeitos analizados, sempre com conclusões mais confiáveis, são dificultados no caso de anabolizantes hormonais em pessoas saudáveis por razões éticas. Alguns trabalhos experimentais são encontrados na literatura, envolvendo a utilização de esteróides anabolizantes para o tratamento de doenças como anemias, alguns tipos de câncer e reposição hormonal. Também existem trabalhos experimentais estudando os efeitos de derivados da testosterona com o objetivo de contracepção masculina. O tipo de trabalho científico mais frequentemente encontrado sobre o tema são os relatos de casos clínicos, onde o uso de anabolizantes esteróides é associado à ocorrência de doenças mais ou menos graves. Esses trabalhos não permitem concluir que a relação entre as drogas e as doenças sejam do tipo "causa e efeito" mas no mínimo, existe uma ação desencadeante de alterações patológicas em pessoas predispostas. Estudos observacionais, transversais e longitudinais, em grupos de usuários de drogas anabolizantes têm contribuido para a identificação das intercorrências patológicas mais frequentes.
Em recente pesquisa, um questionário foi distribuido para 1.667 pessoas em academias do Reino Unido, e publicado no International Journal of Sports Medicine, 18:557-62, 1992. Entre os homens interrogados 9,1 % usavam drogas anabolizantes contra 2,3% entre as mulheres. Drogas injetáveis e orais foram utilizadas, em doses até 34 vezes as doses terapêuticas. Entre os usuários, apenas 28% eram atletas de competição. O sistema de ciclos interrompidos foi utilizado por 88% dos usuários, e 77% relataram ter percebido efeitos colaterais: atrofia do testículo em 56% dos casos, ginecomastia em 52%, dificuldade para dormir em 37%, hipertensão arterial em 36%, lesões tendinosas em 26%, sangramento nasal em 22% e resfriados frequêntes em 16%. Entre as mulheres foram relatados casos de irregularidades menstruais, hipertrofia do clítoris, diminuição das mamas, engrossamento da voz, acne, queda de cabelo e hirsutismo. Por ocasião da interrupção dos ciclos foram frequentes os relatos de tonturas, fraqueza, perda da libido e dores articulares.
Considerando a totalidade dos trabalhos publicados até o presente, podemos concluir que o uso abusivo de esteróides anabolizantes apresenta alta incidência de efeitos indesejáveis a curto prazo, embora nem sempre graves. A longo prazo, doenças graves poderão ser desencadeadas dependendo das drogas empregadas, do tempo de utilização, das doses e da predisposição individual.
As drogas de uso oral estão mais associadas com os tumores do fígado, com a icterícia obstrutiva, com a formação de cistos hepáticos hemorrágicos, com o desencadeamento da diabetes e com as doenças cardíacas coronarianas. Os mecanismos de doença são o maior metabolismo hepático das drogas, aumento da resistência celular à insulina e depressão do HDL-colesterol. As drogas injetáveis produzem mais ginecomastia e maior tendência para a trombose, cerebral e periférica, devido à maior formação metabólica de hormônios femininos estrogênicos. O uso de antiestrogênicos em associação com as drogas injetáveis, prática comum entre atletas, não é aconselhável por diminuir o efeito anabolizante e produzir os mesmos efeitos tóxicos dos esteróides orais. O fechamento prematuro das linhas de crescimento nas epífises ósseas dos adolescentes, a hipertensão arterial e o câncer da próstata têm sido relatados em associação tanto com os esteróides orais quanto com os injetáveis. Todos os esteróides anabolizantes parecem ser igualmente úteis para estimular a massa muscular, a força e a redução de gordura, embora com dosagens diferentes.
Durante o uso dos esteróides anabolizantes, geralmente em períodos de seis à oito semanas, ocorre acentuada diminuição da fertilidade, aumento da libido e diminuição da testosterona endógena. Admite-se que a depressão e a letargia frequentemente relatadas ao interromper a droga possam estar relacionadas com baixos níveis de testosterona endógena. A impotência sexual parece ser mais consequência de fenômenos depressivos, às vezes intensos, e que podem levar ao suicídio. Muitos usuários ficam dependentes dos esteróides por conta do mal-estar produzido pela supressão da droga. Frequentemente é necessária a intervenção psiquiátrica. O retorno aos níveis normais de produções hormonal costuma ocorrer em cerca de três meses após o fim do ciclo, mas existem relatos de hipogonadismo permanente consequente à muitos anos de utilização contínua de esteróides anabolizantes. A fertilidade normal pode tardar de seis meses à um ano, justificando a proposta de utilização dos esteróides androgênicos como anticoncepcionais masculinos. A utilização de gonadotrofina coriônica ao final de cada ciclo, também prática comum entre atletas para estimular os testículos parecer ser normalmente desnecessária e aumenta a incidência de ginecomastia. Quando constatado o hipogonadismo, o tratamento com gonadotrofina necessita ser bastante prolongado.
As mortes que têm sido associadas aos esteróides anabolizantes parecem ser decorrentes do uso contínuo prolongado ou de doses abusivas. As causas dos óbitos foram infartos cardíacos, trombose cerebral, hemorragia hepática, sangramento de varizes do esôfago, miocardiopatia, metástases de tumores da próstata e do fígado, infecções por depressão da imunidade ou contaminação por medicamentos falsificados (AIDS e hepatite).
Drogas alternativas como o GH (hormônio do crescimento) também não são seguras. A incidência do câncer de próstata aumenta de 3 a 4 vezes e ocorre com frequência o hipotireoidismo, com depressão do metabolismo e tendência para a obesidade, cardiopatia, impotência sexual, ginecomastia, sindrome do túnel do carpo, entre outros problemas. Além disto, o custo mensal de utilização de GH pode chegar aos US$ 4.000,00.
Uma importante questão é saber se existe maneira segura para a utilização de esteróides androgênicos. Admite-se que doses menores e utilização interrompida tenham menor probabilidade de produzir efeitos indesejáveis, mas a quantificação dos riscos individuais ainda não é possivel. Duas situações são indesejáveis no presente momento: exagerar o risco dos anabolizantes hormonais e ignorar a possibilidade de ocorrência de doenças graves.
Com relação aos riscos, pode-se imaginar que na melhor das hipóteses será possivel chegar à esquemas de administração com segurança semelhante à dos anticoncepcionais femininos. A utilização de esteróides estrogênicos por mulheres de todo o mundo com finalidade de contracepção tem efeitos colaterais muito semelhantes aos dos anabolizantes hormonais, mas ocupam muito menos espaço na mídia. A nossa sociedade parece considerar a contracepção uma razão justificável para que as mulheres corram riscos para a saúde, mesmo com as estatísticas demonstrando a ocorrência de doenças graves. Por outro lado, atletas e treinadores despreparados costumam desconsiderar os riscos dos esteróides, baseados na aparente boa saúde de alguns campeões. Essa atitude é indefensável e coloca muitos jovens em situação crítica para a saúde.
No caso da musculação, a noção de que aumentos significativos de massa muscular são impossiveis sem o uso de drogas contribui para agravar a situação. O que ocorre é que todas as pessoas apresentam progressos com treinamento bem orientado e alimentação adequada, mas alguns têm potencial para massa muscular muito maior do que outros. Apesar de que as drogas anabolizantes podem sem dúvida favorecer o crescimento dos músculos, elas não são formadoras de campeões. Olhar para um campeão de musculação e atribuir todo o seu sucesso à drogas é uma injustiça. Na realidade trata-se do resultado de treinamento dedicado e alimentação cuidadosa atuando em base genética favorável. Os efeitos das drogas são aditivos à esses fatores básicos. Nas academias é comum encontrarmos pessoas sem volume e qualidade musculares apesar do uso de anabolizantes hormonais e por outro lado, pessoas muito grandes e fortes que jamais utilizaram drogas. Estes são poucos, como também são poucos os grandes campeões, porque o potencial genético para grande massa muscular é raro.
A situação atual pode ser resumida da seguinte maneira: quem está utilizando drogas está correndo riscos de saúde ainda não bem conhecidos. Esquemas racionais de utilização são mais seguros mas não totalmente isentos de riscos. Assim sendo, a decisão deverá ser sempre uma decisão pessoal. A pessoa deve ponderar os riscos e benefícios e decidir racionalmente. Aos profissionais compete informar e não influenciar na decisão.
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moderador deixar esse tópico fixo se possível, para o maior numero de usuarios
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