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>>Alimentação protéica no fisiculturismo
>>Autor: Luis Meirelles (nutricionista)
>>Data de publicação: 14/06/01
Alimentação protéica no
fisiculturismo.
Para construir um corpo musculoso e denso é
preciso além de treinamentos intensos até o ponto máximo de exaustão, uma
nutrição precisa.
Quando ocorre um treinamento intenso acontece
um gasto de nutrientes nos músculos que precisam ser repostos imediatamente e
posteriormente.
Há algumas décadas atrás , os grandes
fisiculturistas acreditavam que ao comerem de tudo e em grande quantidade
minimizaria a possibilidade de haver carências de nutrientes no organismo.
Hoje em dia é bem diferente. O
fisiculturista sabe que o excesso de alimentos durante qualquer fase pode
gerar um peso extra na forma de gorduras e não de massa muscular.
Mas se você quer ter todos os nutrientes sem
ter que ingerir calorias extras , existem alguns aspectos a serem observados
pelo atleta:
- Qual a porcentagem de macronutrientes(carbohidratos
, proteínas e gorduras )que você realmente precisa.
- Quando e com qual frequência você deve
se alimentar.
- Como varia a distribuição dos três
macronutrientes no decorrer do dia, em relação à suas atividades e tipo
de treinamento.
Olhando para os macronutrientes do ponto de
vista de um fisiculturista que quer ganhar músculos, podemos classificar as
proteínas e seus aminoácidos como a base para a construção muscular.
Para fisiculturistas que treinam intensamente
os carbohidratos significam o combustível primário para a contração
muscular extrema nos treinamentos de força.
As boas gorduras(monossaturadas) irão ajudar
o organismo na síntese de prostaglândinas e regulação hormonal.
Existem há muito tempo a afirmação dos
fisiculturistas que estes precisam de mais proteínas para a construção
muscular. Embora essa afirmação seja discutida pela comunidade médica e
científica , há uma razão empírica que envolve essa controvérsia há
algumas décadas. Qualquer que seja a explicação científica , um fato muito
comum é que os fisiculturistas que comem muita proteína se desenvolvem mais
do que aqueles que comem pouca proteína.
As razões científicas para o alto consumo
de proteínas pode ser evidenciado em dois pontos básicos:
Um fisiculturista que treina intensamente
esta submetendo o seu organismo ao stress e indiretamente ao maior catabolismo
protéico e isso pode gerar um estado de balanço nitrogenado negativo, onde
nesta situação o anabolismo muscular torna-se prejudicado.
Para se ganhar massa muscular magra o
organismo precisa estar em balanço nitrogenado positivo, isto é retendo
proteína e aminoácidos nos músculos, e a única maneira de se fazer isso é
comendo proteínas.
As questões primordiais que vem a tona são:
1.Quanto de proteínas um fisiculturista deve
ingerir diariamente?
Em princípio 2g. por kg. de peso muscular
magro seria o suficiente. Porém outros fatores devem ser considerados.
O tipo de dieta é que vai determinar o
quanto de proteína deve-se ingerir diariamente.
No caso de uma dieta hipocalórica na qual a
porcentagem diária de carbohidratos fique em torno de 60% de carbohidratos e
o de gorduras boas fique entre 10-15% , o consumo de proteína pode ficar
entre 20-25% do Valor Calórico Total.
Já no caso de uma dieta hipocalórica com
restrição de carbohidratros visando a maior definição muscular , a
quantidade de proteínas devem subir até 45% do percentual calórico total.
Isto faria com que o fisiculturista ingerisse facilmente de 3 a 4g. por kilo
de peso corporal.
2.Quando e como devemos ingerir proteínas?
Pequenas e frequentes refeições de proteínas
são a melhor maneira de manter o balanço nitrogenado positivo. Dessa forma o
organismo se mantém constantemente abastecido por este macronutriente
impossibilitando assim a possibilidade de haver carência.
A cronobiologia ou os horários da ingesta
também tornam-se importante.
As proteínas tem a função de construir e
regenerar os tecidos , sendo assim a ingestão nos períodos pós treino e após
o períodos de jejum prolongados tornam-se imprescindíveis.
Outro fator importante é o tipo de proteína
a ser administrado. As proteínas de origem animal são mais completas no teor
de aminoácidos do que as proteínas vegetais, porém ao ingerir grandes
quantidades dessas proteínas o fisiculturista tem a desvatagem de também
estar ingerindo gorduras de origem saturadas, isto é, gorduras que viram
gorduras.
Para ficar do lado seguro o fisiculturista
deve comer proteínas oriundas de carnes magras, claras de ovos e usar como
suplementação protéica, a lactobulmina , caseína e albumina. Embora a
proteína suplementar da soja conhecida e patentiada como Supro é considerada
de boa qualidade, ainda torna-se duvidosa a sua suplementação como única
forma de proteína suplementar, o ideal seria a misturá-la com alguma proteína
suplementar de origem animal.
Portanto se você treina intensivamente e
quer restaurar-se rápido das seções de treinamento, há razões evidentes
para você ingerir proteínas.
Devemos considerar também que essas
recomendações estão direcionadas aos atletas sérios e saudáveis que estão
em fase de treinamento pesado gerando com isso condições necessárias para
que essa demanda hiperprotéica possa oferecer os benefícios de construção
muscular no organismo do atleta
A grande maioria das pessoas com condições
fisiológicas normais ,podem fazer uma dieta rica em proteínas, caso estas
estiverem sendo submetidas a um programa de condicionamento físico com
sobrecargas, caso contrário isto seria um desperdício de tempo, dinheiro e
proteínas.
>>Autor: Luis Meirelles (nutricionista)
>>Email: lmdiets@sti.com.br
>>Página na internet: não disponível
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