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LIPO 6

>>Artigos >>Musculação e Redução de Gorduras

>>Autor: Professor Jocieldo Diniz (Teldo)
>>Data de publicação: 19/12/00

          É comum para adultos acumular tecido adiposo adicional à medida que envelhecem. Esse acúmulo de gordura é as vezes chamado de obesidade progressiva. Parte dessa mudança na composição corporal é devida a uma perda natural de músculo proveniente do processo de envelhecimento. Contudo uma taxa metabólica decrescente, um estilo de vida mais sedentário e uma falta de ajustamento em padrões alimentares parecem ser os fatores mais importantes que contribuem para o aumento de gordura corporal.

         As escolhas que uma pessoa faz sobre gasto calórico e ingestão calórica têm um impacto predominante sobre o desenvolvimento da obesidade. O número de calorias consumidas, os tipos de alimentos ingeridos e a quantidade de atividade diária são fatores contribuintes essenciais na avaliação da influência do estilo de vida sobre o peso. Se mais calorias forem consumidas do que gastas, o equilíbrio calórico positivo resultará em peso (gordura) ganho. A fim de perder peso em gordura, devemos estabelecer um equilíbrio calórico negativo. Isso pode ser alcançado, diminuindo a ingestão calórica e/ou aumentando o gasto calórico.

         A eficácia do exercício regular para conseguir uma redução ponderal está relacionada ao grau de obesidade do indivíduo. Em geral, as pessoas obesas perdem peso e gordura mais prontamente com o exercício que seus congêneres com um peso normal. Os exercícios resistidos contribuem para o processo aumentando o gasto calórico imediato e, mais a longo prazo, aumentando a taxa metabólica basal devido ao aumento da massa muscular. Quando o exercício é aeróbio a mobilização de gordura ocorre durante a sua execução; não ocorrendo ingestão das calorias gastas, a gordura mobilizada não será reposta. No caso dos exercícios anaeróbios, como por exemplo a musculação ou a corrida acima da faixa de intensidade conhecida como “zona de emagrecimento”, a energia para a atividade depende quase que exclusivamente do glicogênio muscular, o que reforça a concepção de que tais exercícios não podem emagrecer. No entanto, após o término da atividade, a reposição do glicogênio utilizado é uma prioridade metabólica. Grande parte do carboidrato alimentar será utilizado para esse fim, sendo portanto desviado de outras funções metabólicas. Para o metabolismo basal, tudo passa como se a pessoa não tivesse ingerido essas calorias, criando assim o balanço calórico negativo, desde que a ingestão de alimento não seja excessiva.

         A mobilização de gordura do tecido adiposo ocorre portanto depois dos exercícios anaeróbios, para suprir energia para todas as necessidades metabólicas, incluindo a resíntese do glicogênio e a síntese de proteínas musculares, esta estimulada mais pelos exercícios anaeróbios do que pelos aeróbios.

         Portanto, a redução de gordura corporal é estimulada tanto pelos exercícios aeróbios quanto pelos anaeróbios, provando que qualquer tipo de exercício é útil para esse fim, sendo que o metabolismo basal volta aos níveis de repouso minutos após os exercícios aeróbios mas permanece durante várias horas até mesmo 44 horas após o término da atividade anaeróbia dificultando a redução do efeito metabólico. O trabalho de musculação, ao contrário do conceito amplamente difundido, de que tratar-se-ia de uma prática anaeróbia de baixo potencial de queima de gordura, pode-se agora afirmar, sem sombra de dúvida, que ele representa o recurso mais eficaz para a queima de gordura. Este efeito é mais pronunciado nos exercícios com pesos devido ao aumento da massa magra, isto é, quanto maior a massa muscular maior será a taxa metabólica basal.

>>Autor: Professor Jocieldo Diniz (Teldo)
>>Email: não disponível
>>Página na internet: não disponível



 

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